TERRA DE SANTIDADE
Apresentamos brevemente o contexto na qual Santa Rita viveu, no qual influenciou
em sua formação religiosa e em sua personalidade.
Rita nasceu em Rocca Porena, subúrbio de Cássia, cidade da província
de Peruggia, Úmbria, ITÁLIA.
Anterior a Santa Rita, na região da Úmbria, houveram vários
outros santos.
São Bento de Núrsia
São Gregório Magno,
Santa Escolástica,
Santo Ubaldo,
Santa Clara,
Santa Inês,
Os patronos da ITÁLIA, São Francisco de Assis e Santa Catarina
de Siena.
NASCIMENTO DE SANTA RITA DE CÁSSIA
O nascimento de Rita já foi considerado um milagre, pela idade avançada
de seus pais, sua mãe tinha 62 anos quando ela nasceu, em 1373.
Conta a história que um anjo revelou a Amata, sua mãe, que daria
a luz a uma menina que seria a admiração de todos, escolhida por
Deus para manifestar os seus prodígios, e que o anjo apareceu uma segunda
vez para comunicar o nome a ser dado a nascitura no dia do seu batismo.
O nome Rita significa Pérola, vida que refloresce, cabana = afeto, casa,
mãe.
Quando bebê, Rita foi associada a um novo milagre.
Seus pais a levaram para trabalhar no campo dentro de um cesto e pousaram-na
sobre a sombra de uma árvore, quando o cesto foi envolvido por um enxame
de abelhas brancas que entravam por sua boca e depositavam o mel sem picá-la.
Neste meio tempo, um ceifeiro que sofreu um grande corte em sua mão e
corria em procura de ajuda médica, passou próximo ao cesto, viu
as abelhas e procurou afastá-las afanosamente, quando viu sua mão
dilacerada, parar de sangrar e a ferida cicatrizar.
Após isso, as abelhas foram embora e quando Rita entrou para o Mosteiro,
as abelhas povoaram o muro do Convento.
INFÂNCIA E JUVENTUDE
Em Rocca Porena, Antônio e Amata Lotti, desenvolviam a tríplice
atividade de pais-educadores, agricultores e Pacificadores, que defendiam o
bem e a paz, das vinganças, ódios, inimizades e pequenos delitos.
A atividade de Pacificador fazia parte de uma instituição cristã
cuja finalidade era pacificar os contendores “ Por amor de DEUS e remissão
dos pecados” e seus pais o exerciam com paixão, por amor a JESUS
CRISTO e ao próximo, como exorta o evangelho de MATEUS 5, 9. “
Felizes os que agem em prol da Paz: eles serão chamados filhos de DEUS”.
Rita cresceu ajudando seus pais na missão de Pacificadores e naquela
família era vivido e praticado ESCRUPULOSAMENTE o duplo mandamento do
amor: “ Amarás o teu DEUS de todo o teu coração,
com toda tua alma e com todo o seu pensamento” e “ Amarás
o teu próximo como a ti mesmo”.
A tradição concorda que a vocação religiosa de
Rita está ligado a um fato milagroso, testemunhado por várias
pessoas, que consiste na visita de um anjo, que poderia ser o seu anjo da guarda,
há um minúsculo sótão, que só havia uma janelinha
por onde entrava e colocava-se a rezar com Rita. Na manhã seguinte, a
qualquer tentativa de fechar a janelinha, era encontrada novamente aberta.
Rita foi muito religiosa e piedosa desde menina, participando com fervor de
numerosas funções religiosas e ouvindo a pregações
proclamadas em Cássia, Rocca Porena e nos arredores.
Em sua precoce vocação religiosa, na Igreja de Santo Agostinho,
aprendeu a conhecer e amar os três Santos, que os elevou ao grau de “
Patronos Especiais”, Santo Agostinho de Tagasta, São Nicolau de
Tolentino e o precursor de JESUS, São João Batista.
A jovem Rita teve muito bom gosto na escolha de seus protetores, entretanto
o SENHOR JESUS não queria que se tornasse monja de imediato, antes de
chegar aos “ Sagrados Votos” deveria ser esposa, mãe e viúva.
ESPOSA E MÃE FELIZ
Aos 12 anos, Rita foi prometida em casamento ao seu conterrâneo, Paulo
Mancini, com quem casou-se aos 14 anos, em 1387.
Em seu casamento, após as dificuldades do início da união,
o amor havia triunfado sobre as dificuldades encontradas por Paulo e Rita, e
em 1391, nascem João Tiago e Paulo Maria. Que crescem belos e saudáveis.
VIÚVA E MÃE HERÓICA
A morte trágica de seu marido, Paulo, rompeu de modo drástico
a vida conjugal de Rita, que estava com 32 anos de idade, 18 de casamento e
com seus filhos com apenas 13 anos.
Ainda após a morte de seu marido, Rita teve que se empenhar para a pacificação
de seus parentes e seus filhos que queriam a morte dos assassinos de Paulo.
Rita empenhou-se a exemplo de seus pais, em conseguir trocar o abraço
fraterno da Paz com os assassinos do marido e perdoar e rezar por aqueles que
destruíram sua família.
Em 1406, João Tiago e Paulo Maria, eram solicitados por parentes, para
que vingassem a morte do pai, segundo os usos sanguíneos da época.
Para não ver seus filhos manchados de sangue fraterno, ódio e
vingança, Rita insere em suas orações a oferta da vida
de seus filhos.
Em menos de 1 ano, Rita viu seus filhos morrerem, e em Rocca Porena, na Igreja
de San Montano, um escudo informa que Paulo Mancini, morreu “ Vítima
do Ódio” e os gêmeos João Tiago e Paulo Maria, morreram
“ Vítimas de seu Amor”.
MONJA AGOSTINIANA
Após a morte de seus pais, do marido e dos filhos, aos 33 anos, Rita
havia ficado completamente só.
Filha dócil e zelosa, esposa amante e fiel, mãe terna e compreensiva,
viúva orante e piedosa, Rita queria se dedicar totalmente ao serviço
de DEUS e do próximo.
Rita impôs a si mesma própria, esmolas, jejuns, assistências
gratuitas aos enfermos e aos abandonados, obras de misericórdia corporal
e espiritual, além de duras penitências, para se sentir suficientemente
preparada para consagrar-se totalmente a DEUS.
Sentindo-se preparada para se consagrar, Rita , segundo a tradição
diz, bateu três vezes á porta do Mosteiro de Santa Maria Madalena,
e que nada menos que três vezes foi rejeitada.
Conta-nos a lenda popular, que já noite, Rita ouviu bater á porta
de sua casa, quem batia era São João Batista, que a convidou para
acompanhá-lo até um monte em Rocca Porena, onde encontraram com
Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino.
Pelos três Santos, de modo incompreensível para ela, colocaram-na
dentro do Mosteiro no qual desejava ardentemente viver.
De manhã, quando as religiosas desceram para se reunir em coro, ficaram
estupefatas em encontrá-la.
As freiras se impressionaram com o relato que Rita fez do acontecido e diante
de um milagre tão grandioso, reconheceram os desígnios de DEUS
e a admitiram.
Ao ser admitida no Convento, Rita repartiu entre os pobres, todos os bens que
possuía. A sua obediência era admirável, humilde e tinha
uma vida de mortificações e penitências.
A sua vida no Mosteiro não foi fácil, para colocar sua obediência
a prova, a superiora do Convento, ordenou-lhe que regasse de manhã e
a tarde, um galho seco, um ramo de videira.
Rita distinguia-se de modo especial no exercício constante da penitência,
do desapego das coisas terrenas, no exercício da pobreza, da humildade
e obediência.
Obediência esta, que fez Rita regar por um longo espaço de tempo,
o galho seco de vinha, e que em aproximadamente 1 ano, daquele galho seco surgiram
brotos, folhas e uma bela videira.
A “ Planta Seca” é a famosa videira milagrosa mostrada ainda
hoje aos peregrinos no Mosteiro das Agostinianas de Cássia.
No Mosteiro viveu uma pobreza exemplar, os anos passaram e a Irmã Rita
se assemelhava ao Cristo do Calvário . Gostava de meditar a Paixão
de Cristo.
Em sua cela fez um pequeno Calvário, onde passava horas a meditar.
Certo dia, viu o frade franciscano, Tiago de La Marca, pregar sobre a paixão
de Cristo e ficou impressionada com o amor de JESUS por nós. Rezando,
pede ao Senhor Crucificado que lhe dê um espinho de sua coroa e suplicou
a JESUS que lhe concedesse participar de Suas dores. O Senhor atende ao seu
pedido e um espinho desprendeu do crucifixo cravou em sua testa, fazendo-a desmaiar.
A ferida tornou-se purulenta e fétida, e para não empestear a
casa, Rita teve de ir para uma cela distante, onde uma das religiosas lhe levava
o necessário.
A ferida durou 15 anos.
No ano de 1450, as irmãs se preparavam para ir a Roma para ganhar as
indulgências ligadas á visita das basílicas romanas e das
catacumbas, no ano Jubilar, o Ano Santo, quando Irmã Rita pediu permissão
para ir junto e as irmãs acharam que não deveria ir por causa
de seu estado de saúde. Ela não reclama e obedece.
Mas o Senhor usou de sua misericórdia e fez com que a ferida desaparecesse,
e Rita as acompanhou.
Ao retornar de viagem, a ferida reapareceu, bem como uma enfermidade incurável
que lhe causava grande sofrimento.
A MORTE DE SANTA RITA DE CÁSSIA
Durante os últimos dias de sua vida, Rita alimentava-se apenas de comunhão.
Mesmo em meio a tanto sofrimento ela conservava a alegria.
Em 1457, com 78 anos, Rita sentiu-se profundamente consolada por DEUS, quando
em pleno inverno rigoroso, foi descobertas por uma parenta, na sua hortinha,
lindas rosas e uma figueira com frutos maduros e saborosos.
Daí o costume de enfeitar a imagem da Santa, no dia de sua festa, com
rosas, figos, cachos de uvas e abelhas.
Em 22 de Maio de 1457, mês de MARIA, o mês das flores, o tempo
chegou, Irmã Rita está pronta e encontra-se com seu DIVINO ESPOSO,
o Bom Senhor, e de seu leito emana um suave perfume que se faze sentir em todo
o Mosteiro, e em sua cela apareceu uma luz com grande esplendor.
A ferida que antes tinha um aspecto repugnante tornou-se brilhante, limpa,
cor de Rubi.
As religiosas entoavam hinos de louvor pela exaltação no céu
e na terra de sua serva.
O culto a Santa Rita se estendeu rapidamente sobre a ITÁLIA, PORTUGAL
E ESPANHA, onde por causa dos milagres obtidos por sua intercessão, o
povo lhe deu o nome de “Santa das Causas Impossíveis”.
O povo já havia canonizado Santa Rita, quando em 1628, o Papa Urbano
VIII, a proclamou Bem-aventurada e aprovou a missa própria em sua honra.
Em 24 de Maio de 1900, Santa Rita foi canonizada e pelo povo foi definida como
“A PÉROLA PRECIOSA DA ÚMBRIA”.
MENSAGEM DE SANTA RITA.
Sua mensagem é de amor filial concreto, de fidelidade conjugal convicta,
de alegre e pacífica vida familiar, de dor conscientemente aceita, de
amor efetivo a DEUS e ao próximo, de perdão cristão e de
paz religiosa e social.
HOJE, SANTA RITA DOS IMPOSSÍVEIS.
Dos impossíveis, Por ser uma mulher de fé e confiança
em DEUS. Que Ela, hoje junto ao Senhor, rogue por nós em nossas causas
desesperadas e nos ensine a sempre confiar e esperar no Senhor.